Mercado bilionário recruta internautas

Setor joalheiro cresce, negocia R$ 3 bilhões em um ano, e abre novas oportunidades de negócio dentro e fora do Brasil.

Nero ensina usuários a gravar áudio em stream

A Nero AG, criadora da tecnologia de mídia líquida que pode ser usada em qualquer dispositivo, lançou um tutorial que ensina a gravar áudio em streaming.

Invenção do rádio é atribuída a brasileiro

O padre Landell de Moura, considerado o verdadeiro "pai" das telecomunicações teria sido o inventor do rádio, e não o físico italiano Guglielmo Marconi.

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Veja as dicas de especialistas em search marketing para promover seu site

Para que o site tenha visibilidade em meio a tantas novidades na internet, é preciso prestar atenção em alguns detalhes. 

A WEBTraffic, pioneira em search marketing no Brasil, é uma agência digital full service certificada pelo Yahoo e pelo Google. Há nove anos no mercado, planeja, executa e implementa cada uma de suas ações, buscando criatividade em soluções que integram mídia e tecnologia, com foco em performance. Sobre o tema divulgação de iniciativas online, Marcelo Morote, diretor de TI da WEBTraffic, dá as seguintes dicas.

Invista em links patrocinados
Também conhecida como Search Engine Marketing (SEM) a prática é utilizada pelo comércio eletrônico em geral, em campanhas nos mecanismos de buscas como Google, Yahoo e Bing. “Investindo em links patrocinados, você paga pelo clique e pode determinar uma verba mensal de investimento. Com a ferramenta certa, um investimento e estratégia adequados, é possível fazer com que seu site apareça em primeiro lugar”, informa.

Otimize seu site
Esta prática, também conhecida como Search Engine Optimization (SEO), requer apenas conhecimento técnico e um pouco de tempo. Uma forma de otimização é a chamada on-page, que trata de utilizar tags, title, URLs e headings “amigáveis”, ou seja, “bem vistas” pelos buscadores. “Há também as técnicas ‘black hat’, que são entendidas como fraudes. Os buscadores costumam punir quem as utiliza, deixando de exibir tais sites em seus resultados”, explica Marcelo.

A forma mais fácil e eficiente de otimização, no entanto, leva o conteúdo em consideração. Segundo o especialista, oferecer conteúdo novo sobre o assunto principal do site, proporciona melhor indexação nos mecanismos de busca.

Utilize as redes sociais a seu favor
As redes sociais têm sido frequentemente utilizadas para a divulgação de sites e campanhas online. A vantagem é que a divulgação ocorre espontaneamente por parte do internauta. Uma forma de estimular o usuário do seu site a propagar o conteúdo corporativo é disponibilizando botões de “tweet” ou “curtir”, gerando ações, respectivamente, no Twitter e no Facebook. É importante não deixar seu usuário sem resposta no caso de uma reclamação e mostrar-se atento às sugestões. "Isso deixa o interlocutor mais a vontade com sua página na internet”, explica.

Utilize o bom e velho e-mail
Uma forma muito prática de atrair o internauta para o site institucional é informar as novidades através do e-mail marketing. “Mas ele deve ser usado com moderação”, explica Marcelo. O ideal é enviar no máximo um e-mail por dia e mandar mensagens apenas a quem se cadastrar no mailing, aceitando a política de opt-in.

Fonte: WEBtraffic (www.webtraffic.com.br).

Como cobrar sem terrorismo

*Por Emanuel Gonçalves da Silva

O momento é de promoções, campanhas, enfim, tudo que venha ajudar a redução da inadimplência. Vai conseguir melhores resultados quem tiver mais consciência, quem realizar ações diferentes certamente vai conquistar resultados diferentes.

As empresas precisam perceber que o devedor de hoje foi um cobiçado comprador de ontem e pode muito bem voltar a ser amanhã, portanto, é preciso tratá-lo com dignidade, com respeito e atender seus anseios neste momento difícil em que todos estão passando tanto devedores como credores.

Como consultor de dívidas, sou testemunha no dia a dia, da total falta de percepção das empresas de advocacias, agencias de cobranças que ficam tentando aterrorizar a vida das pessoas com telefonemas vexatórios das mais diversas formas possíveis. Recebo ligações quase todo dia com tom de inquisição, de agressividade, de mal profissionais, que de tanto agirem assim, somente percebem que a coisa é diferente mediante minha reação.

São uns idiotas, péssimos profissionais que passam o dia todo ligando e tripudiando as pessoas leigas e sem conhecimento. Não sabem nada de cobranças, de técnicas de persuasão, de convencimento e principalmente do bom tratamento que é uma obrigação de todos.

Não tenho a menor paciência em lidar com esta gente, com estes criminosos, trato eles como merecem ser tratados, falo e afirmo que são criminosos e péssimos profissionais.

Ser criativo, educado são qualidades para poucos, é mais fácil agir com pressão abusiva, criar constrangimento, postura adequadas para estes bandidos travestidos de profissionais de cobranças os quais, infelizmente, são a grande maioria.

Todos têm obrigação de pagar seus débitos, mas também tem o direito de contestar e pagar o valor justo sem estes juros absurdos cobrados em todo Brasil, são os piores juros em todo mundo.

Portanto o inadimplente de hoje foi um grande consumidor ontem e certamente pagou muitos juros ao sistema financeiro e deve ser tratado com respeito e da mesma forma que é tratado um consumidor que está em dia com seus compromissos.

Os artigos 42 e 71 do código de defesa do consumidor proíbe a pratica abusiva na cobrança de dívidas e precisa ser respeitado.

LEI 8078/90 CDC
Artigo 42 – Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto ao ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento.

Artigo 71 – Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaças, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas, incorretas, enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustiçadamente a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer.

PENA: RECLUSÃO DE TRÊS MESES A UM ANO, E MULTAS

* Emanuel Gonçalves da Silva é consultor de dívidas do www.sosdividas.com.br

O melhor da internet ainda está por vir

Investimentos migram em busca da efetividade online

* Mirko Mayeroff

A internet vem crescendo de forma assustadora nos últimos anos, tanto no volume de internautas quanto no volume de players (lojas online).

O mercado de internet é composto por 43 milhões de pessoas, segundo dados do Ibope/NetRatings, podendo alcançar os 50 milhões de internautas em 2009. O crescimento vertiginoso aliado à condição que a internet tem de mensurar toda e qualquer ação online, já bastaria para prever que um prato cheio de boas novidades nos espera.


Apesar de estarmos diante de um período de crise econômica, o crescimento acelerado, a agilidade e o mapeamento de todas as ações realizadas na internet são parte do processo que impulsiona a Publicidade Online para a expansão. A expectativa é que continuemos assim!

Estruturar, mensurar, avaliar e ser eficazmente ágil, além de mostrar resultados e redirecionar ações rapidamente, são algumas das grandes vantagens de trabalhar o meio online, influenciando positivamente a melhoria de resultados e o aumento de novos players na internet.

Atualmente, 4% do volume total de investimentos em publicidade feitos no Brasil são destinados para a internet. No entanto, a crise econômica mundial deve impulsionar esse percentual gradativamente. Um grande exemplo disso são as montadoras americanas, que adotaram como estratégia migrar os investimentos de outras mídias para a internet, pois acreditam que com o marketing online podem atingir os consumidores que estão prontos para a compra e melhorar seus resultados.

Não basta apenas trabalhar com a internet, é preciso acreditar em seu potencial. E isso nós temos verificado em nosso dia-a-dia, com nossos clientes. Algumas das principais e tradicionais agências de publicidade e também grandes varejistas brasileiros já entendem como colher maiores e melhores resultados, otimizar a verba investida, gerar mais visitas e vender mais através da internet.

Nossa função é a melhora do retorno sobre a verba investida e a percepção de que o meio “internet” tem foco total em resultados que podem, e devem, ser avaliados com constância e critério por especialistas. Boa parte dos resultados que levamos aos nossos clientes após o terceiro mês de veiculação ininterrupta, significa um aumento de performance que vai de 30% a 70%, e em alguns casos além dos 100%.

Entender como é o processo de veiculação, visitação e vendas na internet, bem como apreender a acompanhar e avaliar as métricas provenientes deste processo são o início de uma campanha bem estruturada e com bons resultados. Trabalhar as peculiaridades com profundidade, de preferência junto a especialistas, permite o aproveitamento maior de oportunidades.

(*) Mirko Mayeroff é diretor de novos negócios da WEBTraffic, empresa especializada em marketing digital.

Technology Headlines Brasil

Artigo: A solução para os spams

Por Ricardo Schrappe

O termo SPAM é originário da abreviação de Spiced Ham (presunto condimentado). Spam era um dos poucos itens alimentícios que não entraram no racionamento de alimentos adotado pela Inglaterra durante e logo após a Segunda Guerra Mundial. Com o tempo a população enjoou do produto, que se tornou indesejável.

A discussão atual não foca no surgimento do termo, mas levanta a poeira da legislação e política de diversos países que, ao contrário do Brasil, já possuem leis que enquadram o termo também conhecido como lixo-eletrônico. Pelo menos quatro entidades estão preparando, em conjunto, uma proposta de auto-regulamentação para a prática de e-mail marketing. A idéia é dar subsídios para o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), conhecido como Lei Anti-spam - que aguarda apreciação da Câmara dos Deputados - e evitar uma decisão radical em relação ao envio de material promocional pela rede mundial de computadores.

Por mais que o tema seja necessário, é utópico achar que vamos nos livrar do spam por meio de alguma lei. E é fácil entender por quê. As empresas sérias sabem que enviar material eletrônico sem dar ao destinatário a faculdade de cancelar aquele envio é uma atitude errada. Enviar qualquer mensagem eletrônica sem o consentimento do cliente ou usuário é um abuso. Tanto é que essas empresas sérias, em todo formulário eletrônico ou físico, perguntam se o cliente quer ou não receber informações da empresa ou de parceiros.

O problema real do lixo eletrônico está nas empresas picaretas, piratas, que agem de má fé. Essas que compram os mailings de "dez milhões de nomes" anunciados aos borbotões pela internet e que usam sites falsos para fazer o chamado "phishing", que rouba dados pessoais do usuário, sendo um deles o e-mail da pessoa e de todos os seus contatos. Infelizmente, não será uma lei ou um selo de "empresa legal" que irá resolver isso.

Empresas piratas existem aos milhares no mundo virtual e muitas vezes não são identificáveis. Com a tecnologia, essas empresas conseguem criar e-mails e IPs falsos, muito difíceis de serem rastreados. E assim, a lei servirá apenas a quem já utiliza o meio eletrônico de forma ética. Ou seja, por mais severa que ela seja não irá mudar nada e corre o risco de penalizar quem trabalha direito.

Saindo do virtual, podemos traçar um paralelo com o mundo real: a Lei Cidade Limpa de São Paulo. É importante destacar que a maior parte da poluição visual na cidade era causada por empresas ilegais, que infestavam a cidade com placas de outdoor sem licença, faixas, placas, cartazes (lambe-lambes) e por aí afora.

Para facilitar o trabalho de punição e fiscalização da mídia exterior, criou-se uma lei que acabava com todo tipo de mídia exterior. Ou seja, para matar os ladrões jogou-se uma bomba atômica na cidade.

Apesar de ter sido inconstitucional e ter decretado a morte de uma série de empresas legais, em dia com as licenças e impostos, a Lei Cidade Limpa funcionou e teve apoio popular. Mas só funcionou porque os poluidores eram reais, visíveis, tinham endereço físico. E isso não acontece na internet. O problema dos spams é muito mais uma questão de software (filtros) do que de lei.

Ricardo Schrappe é sócio-diretor da Fuego Comunicação Criativa. Publicitário com 15 anos de experiência na área de criação, como redator e diretor de criação.

Artigo: Oportunidades em épocas de crise

Por Nelson Wilson*

O foco de todas as empresas sempre foi e continuará sendo obter maiores lucros e reduzir custos. Em tempos de crise como esse que o mundo está enfrentando, cortar gastos torna-se prioridade em companhias de todas as áreas. Pensando nisso, os empresários dirigentes deveriam tomar a área de Tecnologia da Informação (TI) como aliada para otimizar os processos das empresas e, assim, trabalharem em conjunto para transformar custos fixos em variáveis.

As companhias devem focar todo o trabalho em suas atividades principais e procurar um parceiro estratégico que faça o trabalho de TI, ou seja, terceirizar toda a área para obter maior eficiência operacional. As vantagens de terceirização são inúmeras e vão desde a parte legal até a operacional.

Com um outsourcing as empresas podem ajustar os seus gastos com TI de acordo com o volume de negócios, e não manter uma estrutura fixa em períodos em que os negócios não estão demandando muito da área. Além disso, torna-se possível adaptar as necessidades da área de recursos humanos às da companhia, com um custo menor e sem riscos trabalhistas.

Com esta prática, os retornos sobre os investimentos passam a ser claros, já que qualquer projeto será sempre submetido à rigorosa aprovação antes de ser aprovado. Uma outra vantagem é o compartilhamento de riscos, mas aqui vale uma ressalva: o parceiro deve estar disposto a ter flexibilidade na hora de fechar um contrato e a decisão deve estar de acordo com os interesses de ambas as empresas.

De acordo com estimativas do Gartner, uma companhia com processos de TI estruturados e com uma situação homogênea em seus sistemas pode atingir uma economia entre 15 e 30%, podendo chegar até os 50%. Assim, os CIOs devem olhar o outsourcing como uma oportunidade de aporte de eficiência operativa ao negócio. A terceirização pode ser uma opção para que a empresa não suspenda os avanços dos negócios, não tenha que demitir funcionários ou suspender projetos com a oportunidade de reduzir custos de maneira fácil.

As empresas que optaram pelo outsourcing no passado hoje têm um diferencial competitivo que permitem que possam se mover para uma nova realidade de forma muito mais rápida e segura. Observamos que, em muitos casos, as empresas brasileiras não estavam capacitadas a enfrentar momentos de dificuldades ou mesmo ignoravam o quanto isto poderia representar em termos de riscos para suas organizações.

Ainda hoje, tratar sobre a crise dentro das organizações é algo muito incipiente e imaturo, com exceção dos bancos que tratam este tema de forma mais efetiva. Hoje em dia, muitos CEOs perguntam para suas equipes qual o risco consolidado que estão correndo em suas operações e são poucas as organizações que já se encontram prontas para responder este tipo de questionamento e, além disso, tem condições de passar por situações de turbulência de uma maneira estruturada.

*Nelson Wilson é sócio-responsável da everis Brasil, consultoria multinacional que oferece soluções de negócio globais e TI, cobrindo todos os aspectos da cadeia de valor das organizações.

Artigo: Em testes de software o investimento não começa do zero

Roberto Murillo*

Dentro da infinidade de temas existentes no mundo da Tecnologia da Informação, dizer que a disciplina teste de softwares já adquiriu maturidade mercadológica não é mais propriamente uma novidade.

De uns anos pra cá a matéria, sustentada pelo binômio “funcionalidade – confiabilidade”, evoluiu de tal maneira que hoje já ostenta metodologias e certificações profissionais específicas como reflexo de uma demanda corporativa que vem priorizando, sobretudo, a qualidade do produto entregue a seus consumidores. Afinal, que empresa em sã consciência não investiria antecipadamente em medidas para corrigir o software que criou – mitigando os indesejados bugs - e que em breve será utilizado em larga escala?

Dada sua importância, é irrefutável a afirmação de que toda e qualquer empresa que desenvolva um sistema de informação, por mais simples que seja, realiza testes. E para que estes garantam o padrão de qualidade esperado, obviamente que deve haver por trás investimentos em tecnologia infra-estrutural e na capacitação da mão-de-obra envolvida. Até porque de um único teste são decorrentes inúmeros resultados e diagnósticos que vão aferir a qualidade do produto final – o software. Caso contrário, a efetividade destes resultados é colocada em xeque.

Entretanto, venho percebendo, não de agora, que muitos executivos acabam por injetar vultosas quantias na produção do software em detrimento do teste em si, sob a justificativa de que não há estrutura nem tampouco recursos para fazê-lo.

Mas atrevo-me a dizer que há um grande equívoco na leitura que fazem de suas próprias corporações. Isso porque estes empresários não estão conseguindo visualizar que suas companhias já são compostas pelos vértices do chamado triângulo mágico que o desenvolvimento de um software pressupõe, quais sejam, tecnologia, pessoas e processos, entre os quais o teste está necessariamente incluso. Ou seja, o dinheiro, a tecnologia e a infra-estrutura responsável pela produção do produto-fim já existem, assim como o teste que é parte integrante do ciclo produtivo.

Apesar de todo este investimento, muitos destes desenvolvedores de softwares passam pelo constrangimento de amargar erros sistêmicos que persistem em prejudicar os resultados da produção. Mas então o que há de errado nisso tudo?

Não tenho dúvidas de que estamos diante de uma má aplicação de recursos. Se houvesse uma distribuição mais equânime do dinheiro entre os pontos-chave da cadeia de produção do software certamente haveria uma redução na margem de erros detectados. E refiro-me aqui a investir melhor nas três áreas que constituem o desenvolvimento de software: profissionais qualificados, processos formalmente estruturados – inclusive a fase de testes – e a tecnologia empregada.

A ausência de um fluxo sistemático de processos e a falta de processos institucionalizados ou ainda a pouca capacitação dos profissionais que sejam focados em testes são os verdadeiros motivos que derrubam a efetividade dos resultados alcançados e, por conseqüência, afetam a qualidade do aplicativo em questão. Além disso, geram retrabalho que onera ainda mais a cadeia produtiva.

Assim, se uma empresa de TI que busca uma saída inteligente e segura que minimize os erros do software por ela criado deveria repensar na forma como vem aplicando seus recursos. Afinal, desajuste nos investimentos implica gastos desnecessários e comprometimento da qualidade na entrega final, que por sua vez significa desvantagem competitiva. E realocar o orçamento não quer dizer começar um novo investimento do zero, até porque o aparato organizacional já está lá disponível. A idéia é buscar meios de profissionalizar a área de testes para não incorrer nas mesmas falhas de sempre. Comecem a refletir desde já tecnólogos!

* Roberto Murillo é sócio-diretor da RSI Informática.

Artigo: Está na hora de investir, não de retrair

*Por Ezequias Sena

Recentemente, muita gente ficou surpresa. Quando estávamos todos esperando um pronunciamento dos Estados Unidos assumindo ou não que o país está em crise, veio a declaração de que eles estão em crise há pelo menos um ano. Uau! Nós, empresários brasileiros, não sabíamos se deveríamos ficar contentes ou temerosos.

Por que contentes? Bem, porque com os Estados Unidos despencando, ainda assim o Brasil vem experimentando um crescimento notável. O PIB do terceiro trimestre cresceu 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado. E enquanto muitos analistas juravam que no máximo haveria um crescimento de 1% em relação ao segundo trimestre deste ano, nossa economia deu um show ao atingir 1,8%. E os Estados Unidos em crise.

Por que temerosos? Bem, pelo efeito dominó que as notícias de impacto negativo nas finanças promovem não só por aqui, mas no mundo inteiro. A impressão que se tem é de que até mesmo os empresários que não investem em ações, não dependem de um sistema de crédito, e não têm negócios com as 17 instituições bancárias que quebraram até agora na Europa e Estados Unidos estão sofrendo dos efeitos colaterais dessa crise. Algo como uma gravidez psicológica às avessas. E esses sintomas psicossomáticos é que estão balançando a economia brasileira ainda mais.

Evidentemente, alguns setores que dependem de crédito para se manter – como o automobilístico – já estão sofrendo impactos. Assim como a indústria da construção também terá de desacelerar o ritmo agressivo com que vinha lançando um empreendimento atrás do outro nos últimos dois anos. Mas não podemos querer registrar essa crise em cartório, como se fosse filha nossa, porque não é assim que as coisas funcionam. Ao contrário, deveríamos tomar como exemplo as empresas que, ainda durante os tempos difíceis da recessão, investiram em infra-estrutura e em inovação. E foram elas as responsáveis, em grande parte, por tirar um país inteiro do buraco, seja a Alemanha, os Estados Unidos, ou o Japão.

Neste final de ano, em que as empresas estão elaborando o balanço dos últimos 12 meses e discutindo as áreas de investimento de 2009, é importante levar em conta o que faz realmente parte das estratégias da empresa. Comunicação interna e externa são essenciais. Sendo assim, não se pode enfrentar a concorrência e um ano que exigirá esforços extras para manter a receita em alta, com um parque tecnológico decadente, com informações desorganizadas, com capital humano destreinado.

A empresa vulnerável nesses quesitos será a primeira a sentir os efeitos colaterais da doença psicossomática que contaminou o país. Nesse cenário, já estão condenados os players que não contarem com um sistema eficiente de backup, com um data center capaz de oferecer informações padronizadas e estruturadas, e quem não seja capaz de fazer mais e melhor em menor tempo.

* Ezequias Sena é diretor administrativo e comercial da On Line Brasil (www.onlinebrasil.com.br).

Doutrinas neonazistas inspiram ações antipirataria

Cláudio Neves

Apesar desse nome - camcording - não ser corriqueiro, a prática por outro lado é bastante conhecida e seu produto pode ser encontrado no camelô da esquina mais próxima.

Tratam-se de gravações ilegais feitas dentro das salas de cinemas, para posteriormente serem disponibilizadas na internet, reproduzidas e até vendidas no comércio informal, mais conhecido como pirataria.

A Motion Picture Association América Latina (MPA-AL), escritório regional da Motion Picture Association (MPA), associação que representa os seis principais estúdios de cinema dos Estados Unidos e que realiza intensa campanha mundial contra a prática, divulgou que o Brasil registrou o primeiro caso de 'camcording' no país através do filme "Meu nome não é Johnny".

Apesar de no comunicado à imprensa a MPA-AL tenha explicado que a ação teve participação direta dos piratas, diferente do filme Tropa de Elite, que “vazou” de um laboratório de legendagem, isso não prova que Meu nome não é Johnny tenha sido a primeira vítima.

Ocorrência testemunhada
O longa de animação "Shrek Terceiro", antes mesmo do seu lançamento nos cinemas nacionais já circulava DUBLADO em português na camelotagem. Ainda assim isso não constitue evidência válida para afirmar seu pioneirismo como cópia ilegal através de camcording. Mas o que isso importa?

Importa que o combate à pirataria embora seja legítimo, na maioria das vezes seus promotores usam de táticas muito passionais, irrelevantes, freqüentemente ofensivas e irritantes, presumindo sensibilizar o público a não adquirir produtos ilegais.

Para se ter uma idéia, em relação ao Shrek Terceiro, por exemplo, certa vez um camelô localizado no Centro de Niterói (RJ), em frente ao maior shopping da cidade, colocou seu DVDs piratas num caixote e começou a gritar: "DVD Shrek três dublado na minha mão. Ainda não chegou no cinema".

Todos os camêlos tinham Shrek Terceiro, mas só o fato desse ter anunciado o produto em voz alta, várias pessoas pararam para comprar. Eram principalmente pais, mães e crianças afluindo para adquirir o que parecia ser um ótimo negócio. Não eram pessoas que pareciam oferecer algum tipo de 'ameaça' a sociedade.

Eram simplesmente pessoas comuns, em um dia normal, numa ação ordinária qualquer, erroneamente motivadas a investir uma pequena quantia num negócio que lhes pareceu a princípio útil. Especialmente porque conseguiriam, enfim, proporcionar algum divertimento a seus filhos.

Em um pequeno intervalo na afluência dos fregueses, um homem não identificado se aproximou colocou o braço sobre os ombros do camelô, e ordenou: "vem comigo para a gente conversar!".

Os dois caminharam até um carro parado próximo, onde se encontravam mais três homens. Diante deles o camelô explicava alguma coisa, gesticulava enquanto o homem que o havia conduzido revistava sua mochila. Parecia que aqueles homens dariam 'um passeio' com o sujeito, o ambulante, porém, foi liberado para voltar a vender seus DVDs normalmente, mas SEM GRITAR, ou anunciar os produtos.

Dito isso, pode-se inferir que aqueles homens eram policiais à paisana e fizeram vista grossa? Pouquíssimo provável, pois se alguma operação policial antipirataria estivesse em andamento o camelô certamente teria sido preso. A conclusão mais fácil é que se tratava dos operadores do esquema ajustando a conduta de um de seus vendedores para que o mesmo não acabasse "queimando" o ponto de venda.

Mas sejam quem fossem os envolvidos, vale ressaltar que apesar da gigantesca movimentação de pessoas no local por ser a entrada de um shopping, de uma grande rede de supermercados, além de ser um ponto de ônibus para o Rio de Janeiro, e de vans com destino à várias regiões do leste Fluminense, e a saída das Barcas que trazem diariamente milhares de pessoas vindas da travessia pela Baía de Guanabara, ninguém, mas ninguém mesmo, além deste observador, percebeu a ocorrência.

E porque não a viram? Talvez por ser um fato corriqueiro demais para alguém se importar com isso. O que nos leva a conclusão que a pirataria também se tornou corriqueira demais para o cidadão comum chegar a se importar com os apelos da indústria do entretenimento. Especialmente porque as campanhas antipirataria desrespeitam a inteligência do público, são desonestas na medida que lidam com meias-verdades.

Campanhas agressivas
Não se trata de justificar as ações de quem fomenta o comércio marginal (lei tem que ser cumprida), e sim de conhecer o contexto das pessoas, suas prerrogativas e grau de consciência do mundo a sua volta. Mais do que isso, saber se reposicionar no mercado em vez de ficar fazendo generalizações absurdas e criminosas.

Por falta desses procedimentos, a indústria continua produzindo campanhas inúteis, agressivas, e que produzem mais revolta contra o regurgitar incessante de impropérios a respeito do caráter de quem passa na banquinha do camelô e leva sua música predileta para casa, ou faz download da internet.

As propagandas antipirataria, relacionam o cidadão comum ao tráfico de drogas. O ex-presidente norte americano George Bush (a personificação poderosa da mediocridade) certa vez relacionou essas pessoas a terroristas. Apareceu nesse dia um de seus conselheiros sem noção, sugerindo o uso de mísseis para atingir a casa dos comerciantes piratas em todo mundo.

Tática neonazista
Recentemente nos EUA, um homem foi processado pela indústria fonográfica porque teria copiado para seu computador duas mil músicas, retiradas de seus próprios DVDs, adquiridos LEGALMENTE. O réu em questão não comercializou nada, apenas armazenou em outro lugar as canções pelas quais pagou.

O absurdo dessa situação revela como alguns supostos prejudicados pela pirataria adotaram a estratégia neonazista e o modus operandi de mafiosos. Neonazista por reproduzir uma variante da doutrina de Hitler no que tange à rotular com estereótipos pessoas que nada têm a ver com a pirataria, discriminá-las, acusá-las, criminalizá-las (sem ter ocorrido crime), difamá-las, além de fazer propagandas na mídia sobre um regime impiedoso que faz, subjetivamente, apologia à discriminação. Se insurgem portanto contra os direitos fundamentais das pessoas.

Legalidade para todos
Se os operadores do combate à pirataria pretendem lograr êxito nessa luta, não podem cumprir a lei somente quando isso lhes favorecem. É preciso trazer legalidade para suas ações. Ou seja: jamais atingirão seus objetivos se cairem na esparrela de usar as mesmas táticas de quem estão combatendo. Não se pode fazer jogo sujo e presumir que isso produzirá justiça, respeito às leis, e relações de consumo mais justas. Apelar para sentimentalismos baratos, e esperar a adesão em massa da população é tolice. Qualquer insensatez pronunciada por um participante do Big Brother seria levada mais a sério.

Isso quer dizer, por exemplo, que não se deve usar os trailers dos cinemas para emplacar uma campanha antipirataria, com filmes mostrando uma relação não totalmente comprovada do tráfico e consumo de drogas, com o ato de um pai ou uma mãe que compra um "CDzinho" (talvez o único) para seu filho.

Estratégia descabida
A reação mais comum da platéia, é dar risadas. A galhofa aqui é um claro desdém pelos conceitos e idéias engendrados pela indústria do entretenimento que tem diante de si, dentro do cinema, um público pagante, que entrou ali para assitir uma exibição autorizada e é chamado na cara de LADRÃO, TRAFICANTE, E PIRATA. Xingam seus potenciais aliados e depois ainda têm o desplante de esperar deles apoio ao combate à pirataria - que em termos práticos e imediatos, não lhes traz benefício algum.

No entanto os verdadeiros ladrões, traficantes, e piratas estão lá fora traficando, roubando, e pirateando sem tomar conhecimento dos comerciaizinhos pseudos-intelectuais dos que estão lucrando um pouco menos. Isso compromete até a reputação dos profissionais que atuaram na produção de tais comerciais, e do "gênio" de marketing responsável pela divulgação de tais peças publicitárias.

Atacar o verdadeiro problema
O certo seria - se de fato a única coisa a ser combatida fosse realmente a cópia ilegal - investir mais na seguinte informação: DVD pirata, especialmente obtido através de camcording é um lixo. Durante a gravação aparecem sombras de pessoas passando, gargalhadas e esbarrões que tiram a câmera de foco ou de enquadramento. Assistir a um achincalhe desses é desrespeitar a própria inteligência.

Além dos mais, já deu para notar pela posição da câmera que faz a cópia ilegal, que os camcordings brasileiros são feitos a partir da sala de projeção. Daí mais um indício de que os piratas não estão entre o público pagante e sim entre o próprio mercado do entretenimento.

Mordendo a mão que alimenta
Sendo assim, seria mais coerente a indústria do entretenimento olhar para seu próprio umbigo e fiscalizar suas salas de projeções, em vez de ficar desrespeitando os cidadãos que andam dentro da lei. O máximo que vão ganhar com isso são novos inimigos, que as vezes nem estão interessados em praticar a pirataria, mas passam a fazê-los só para devolver a afronta. Informar que a pirataria é crime, não sendo específico em que situações a cópia seria considerada ilegal pela Justiça, equivale a dizer que "o céu é azul". Não passa de simples opinião, nada mais.

Apelos tolos
Dizer que pirataria tira o emprego das pessoas também soa tosco. Isso porque prevalece o raciocínio que, se tira o emprego formal de uns, proporciona por outro lado um meio de vida informal para centenas de pessoas à margem da sociedade. Culturalmente falando o brasileiro tem a tendência de ficar inclinado aos arrulhos da Síndrome do Pobrezinho. Coisas do tipo: "Tadinho, ele faz isso ou aquilo porque é pobrezinho". Ou justificam ainda: "Faço isso porque estou trabalhando!". Assim sendo, dizer que a pirataria destrói empregos qualificados soa melodramático e patético.

Fazer comparações maniqueístas do tipo bom-mau, enquadrando e classificando atitudes e pessoas pelo que elas fazem ou deixam de fazer é notoriamente fútil. Determinar que é bom comprar cópia legal e mau comprar pirata, ou que pessoas boas se envolvem apenas com comércio legal, não faz qualquer sentido.

Esse é o tipo de apelo que encontramos e locadoras de DVDs em banners aonde aparecem um smile com cara de anjo e outro com cara de demônio para definir as práticas da pirataria. A mensagem é perceptível, embora discutível.

Ações para o futuro
Repressão ostensiva à pirataria, com prisões e tudo mais, tem melhor resultado quando se trata de grandes esquemas e carregamentos. Que não esperem alegados efeitos psicológicos, e a suposta disseminação do medo entre piratas eventuais, pois sabemos que isso não ocorre.

Não adianta chorar o leite derramado. As empresas somente superarão a pirataria com o avanço da genialidade. É uma questão principalmente de inteligência comercial. Chegamos a 2009, e a primeira década do século 21, está pertinho do fim, já não passou da hora dos produtores amadurecerem suas estratégias?

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