Mercado bilionário recruta internautas

Setor joalheiro cresce, negocia R$ 3 bilhões em um ano, e abre novas oportunidades de negócio dentro e fora do Brasil.

Nero ensina usuários a gravar áudio em stream

A Nero AG, criadora da tecnologia de mídia líquida que pode ser usada em qualquer dispositivo, lançou um tutorial que ensina a gravar áudio em streaming.

Invenção do rádio é atribuída a brasileiro

O padre Landell de Moura, considerado o verdadeiro "pai" das telecomunicações teria sido o inventor do rádio, e não o físico italiano Guglielmo Marconi.

Um "rastreador" de produtos de origem vegetal

Antecipando-se às crescentes exigências do mercado internacional, a Próxima, empresa do grupo Datasul, líder no fornecimento de sistemas de gestão de negócios para a agroindústria, oferece aos seus clientes um sistema de gestão agrícola que permite a rastreabilidade de produtos de origem vegetal.


O sistema permite ao produtor e ao comprador conhecer a origem de produtos como etanol e açúcar, por exemplo, acompanhando-os desde o plantio até sua disponibilização para venda no mercado. “Os principais entraves à exportação de produtos derivados da cana-de-açúcar são as barreiras comerciais impostas pela União Européia, Japão e Estados Unidos. Com o tempo essas barreiras vão cair, mas há outras que são protecionistas, como a exigência de rastreabilidade, por exemplo”, afirma Sergio Parasmo, diretor de marketing da Próxima.


Segundo o executivo, o PIMS, solução desenvolvida pela empresa, oferece transparência completa ao processo de produção, desde o plantio, passando pela colheita, transporte, processamento na usina, controle de qualidade, possibilitando a redução de custos, a integração das operações e o aumento da produtividade. “Após a implantação do PIMS os clientes constataram uma sensível melhora na qualidade da matéria-prima, uma gestão mais eficiente da alocação dos recursos de mão-de-obra, de máquinas e insumos e redução das perdas por meio do monitoramento sistemático dos processos agroindustriais, planejamento e acompanhamento dos custos de produção e uniformização dos indicadores de desempenho”, declara Parasmo.


A Próxima tem 20 anos de experiência no mercado agrícola, atende a 148 clientes entre grandes, médias e pequenas usinas, destilarias, produtores de grãos e de cítricos. “Nesses anos todos temos contribuído ativamente para o desenvolvimento do agronegócio no Brasil e uma prova clara do nosso sucesso é o fato de o PIMS estar presente na gestão de 45% de toda cana-de-açúcar produzida no país para fins de produção de açúcar e álcool”, finaliza o executivo.


Outras informações e contatos podem ser obtidas enviando um e-mail para polodecomunicacao@polodecomunicacao.com.br.

Fapesp tem R$ 50 milhões para bioenergia

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Braskem lançaram, no dia 27 de fevereiro, na sede da Fundação, seleção pública de propostas. Podem participar pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior e de pesquisa, públicas e privadas, no Estado de São Paulo. As propostas podem ser encaminhadas à FAPESP até o dia 22 de abril.


Os projetos selecionados na chamada deverão contribuir para o avanço do conhecimento e da tecnologia nas áreas de processos de síntese a partir de matérias-primas renováveis, derivadas de açúcares, etanol, biomassa, glicerol e outros intermediários e subprodutos da cadeia produtiva dos biocombustíveis.


A chamada foi lançada no âmbito do convênio entre as instituições, assinado no mesmo dia em cerimônia que contou com a presença de José Serra, governador de São Paulo, de Alberto Goldmann, vice-governador e secretário do Desenvolvimento do Estado, e de Carlos Vogt, secretário do Ensino Superior, além dos presidentes da FAPESP, Celso Lafer, e da Braskem, José Carlos Grubisich, e dos diretores da FAPESP Ricardo Brentani, diretor-presidente, Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico, e Joaquim José de Camargo Engler, diretor administrativo.


O valor estimado do convênio é de R$ 50 milhões, sendo 50% para cada uma das partes conveniadas e a serem desembolsados ao longo dos próximos cinco anos.


Outro objetivo é que os projetos selecionados contribuam para a formação de recursos humanos altamente qualificados e para a aplicação do conhecimento gerado no setor produtivo.


Mais informações: www.fapesp.br/convenios/braskem.


Fonte: Fapesp

Lei de Imprensa conflita com a ordem constitucional

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) referendou hoje (27) a liminar do ministro Carlos Ayres Britto que suspendeu 20 dos 77 artigos da Lei de Imprensa (Lei 5.250/67). A liminar foi concedida na última quinta-feira (21) em uma ação (ADPF 130) ajuizada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT).


Pela decisão, juízes de todo o Brasil estão autorizados a utilizar, quando cabível, regras dos Códigos Penal e Civil para julgar processos que versem sobre os dispositivos que estão sem eficácia. Em questões envolvendo direito de resposta, regras da própria Constituição Federal devem ser aplicadas.


Caso não seja possível utilizar as leis ordinárias para solucionar um determinado litígio, o processo continua paralisado (como o ministro Ayres Britto já havia determinado em sua liminar) e terá seu prazo prescricional suspenso.


O Tribunal também determinou que o mérito da ação do PDT será julgado em até seis meses, contados a partir de hoje. Ao todo, estão suspensos 22 dispositivos da lei, entre artigos, parágrafos e expressões contidos na norma.


Liberdade de imprensa


Boa parte dos debates entre os ministros girou em torno de se suspender ou não toda a Lei de Imprensa. Esse pedido foi ressaltado da tribuna pelo advogado e deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), que assina a ação. “É uma lei que não serve para a solução de conflitos. Esta lei serve para intimidar. Esta lei serve para ameaçar”, afirmou.


Dos dez ministros que participaram do julgamento, cinco votaram conforme o entendimento do ministro Ayres Britto, suspendendo parte da lei. Os ministros decidiram que a possibilidade de se suspender toda a lei deverá ser analisada no momento do julgamento final da ação. Votaram dessa forma as ministras Cármen Lúcia Antunes Rocha e Ellen Gracie, presidente do Supremo, e os ministros Ricardo Lewandowski, Cezar Peluso e Gilmar Mendes, além do próprio relator, Ayres Britto.


“Imprensa e democracia, na vigente ordem constitucional, são irmãs siamesas”, disse Ayres Britto na liminar. Cezar Peluso afirmou “que nenhuma lei pode garrotear a imprensa”. Para Lewandowski, numa primeira análise, “a Lei de Imprensa conflita com a Constituição”.


Outros três ministros votaram no sentido de suspender toda a Lei de Imprensa. Essa vertente foi aberta pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito e seguida pelos ministros Eros Grau e Celso de Mello.


Menezes Direito afirmou que nenhuma lei pode causar embaraço “à plena liberdade de informação jornalística” e que a democracia depende de informação, meio essencial para se exercer a participação política. “Regimes totalitários convivem com o voto, nunca com a liberdade de informação”, disse.


Segundo ele, suspender a eficácia de toda a lei não causará “vácuo nenhum do ponto de vista legislativo porque toda a Lei de Imprensa está coberta por legislação ordinária”.


Celso de Mello, por sua vez, afirmou que “o Estado não tem poder algum sobre a palavra, as idéias e as convicções de qualquer cidadão dessa República e de profissionais dos meios de comunicação social”.


Já o ministro Marco Aurélio decidiu não referendar a liminar. Ele ressaltou a inadequação do instrumento jurídico utilizado pelo PDT para contestar a lei – uma argüição de descumprimento de preceito fundamental. Para ele, esse tipo de ação só pode ser usado quando inexistem outros meios de solucionar determinada controvérsia.


Marco Aurélio acrescentou que referendar a liminar impediria os cidadãos em geral de ter livre acesso ao Judiciário para litigar sobre causas envolvendo a Lei de Imprensa. Isso causaria, segundo ele, a “paralisação da jurisdição”.


Fonte: STF

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